• Murillo Motta

Investidores ajudam a estruturar Fábrica de Startups em São Carlos (SP)

Oito investidores de São Paulo injetaram meio milhão de Reais na Liven, startup de São Carlos (SP), que tem o objetivo de alavancar novos empreendimentos na área de tecnologia. Nomes como Denise Soares dos Santos, CEO da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e Horst Lindner, Diretor Sênior de Engenharia do Grupo GEA, estão entre os que acreditam nessa desenvolvedora de startups de alto impacto.


O aporte possibilitou uma mudança no modelo de negócio da Liven, que de Software House tornou-se uma Fábrica de Startups, também conhecida como Venture Builder. Ou seja, de uma desenvolvedora de software e aplicativos, a empresa passou a atuar como desenvolvedora de startups.




Além de ganhar a confiança de Denise Soares e Horst Lindner, a Liven conquistou outros investidores-anjos, que são pessoas físicas ou jurídicas que fazem investimentos com seu próprio capital em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento, como as startups.


São eles: Martin Kerkhoff , Vice-Presidente Executivo de Finanças do setor de Terapias; Raphael Pinho, Fundador e Codiretor Geral da Spark; Renato Coluci, Especialista em soluções para Cadeia de Suprimentos e Manufatura; Riccardo Jorgen Mollerstrand, Founder CookieLab, entre outros investidores.



Venture Builder


Com o investimento, a empresa situada em São Carlos, conhecida como a capital da tecnologia, se expandiu. E além de garantir conhecimento de ponta em tecnologia para as novas startups, ainda auxilia em captação de investimento, infraestrutura, marketing, jurídico, contábil, entre outros.


A missão principal é fazer parceria com empreendedores ambiciosos com o propósito de melhorar o mundo.


“Sempre fomos apaixonados por startups, mas não tínhamos como bancar esse investimento para a criação delas. Por isso começamos a trabalhar como Software House; e com o excedente investimos em startups próprias”, relatou Eduardo Lima Donato, um dos fundadores da Liven.



O investimento


Tudo começou com a chegada do investidor e conselheiro estratégico Paulo Ricardo Stark, com 30 anos de Siemens, dos quais, os últimos seis na presidência da empresa.


Stark deixou o cargo de CEO da Siemens do Brasil no final de 2017 e passou a atuar com aconselhamento e mentoria para startups, justamente em função da experiência acumulada durante todo esse tempo.


“Senti que poderia ajudar as startups a navegar nesse mundo complexo de fazer negócios no Brasil, com um pouco mais de visão estratégica”, explicou.


Por ter vivido em vários países diferentes durante sua carreira, Paulo Stark chegou à Liven munido de conhecimento e experiência sobre estratégia comercial, tecnologia e networking. Tudo isso possibilita que o caminho seja trilhado com mais segurança e maior chance de sucesso.



Um novo marco


Para a Liven, a chegada do novo sócio foi um marco importante.


“Nós queríamos alguém que pudesse agregar conhecimentos e contatos. Outro ponto bem importante era encontrar pessoas que estivessem alinhadas com o nosso propósito de realmente fazer a diferença na sociedade”, revelou Eduardo Donato.


Após vários contatos e reuniões com os possíveis investidores-anjos, os projetos começaram a ter retorno e a primeira rodada de investimento se concretizou.


“Foi muito importante ver que pessoas com uma trajetória tão renomada confiaram em nosso novo modelo, tanto quanto nós confiamos. Então, além de possibilitar a transição do modelo de trabalho e nos consolidar como Venture Builder, o investimento também teve o efeito subjetivo de mostrar que estamos no caminho certo”, ressaltou Donato.



Como funciona


O “investimento anjo” é algo tradicional no mercado de startups. Em geral, o negócio é feito por meio de um contrato de mútuo conversível, pelo qual o empresário faz um aporte financeiro e tem a possibilidade de conversão em participação societária na empresa.


Em um contrato de mútuo conversível em participação societária um investidor aporta determinado valor em uma empresa sem incidir os mesmos riscos de um sócio ou acionista. Ao final do período, o investidor escolhe se quer o dinheiro de volta ou se quer se tornar um sócio.


O percentual da participação que o investidor terá direito é livremente acordado entre as partes e varia de acordo com o valor investido.


“Levantei alguns nomes de pessoas que tinham interesse em conhecer de perto esse mercado e participar um pouco mais dessa nova economia, dessa nova forma de investimento. E essas pessoas se entusiasmaram com a ideia, e decidiram aportar e entrar como investidores anjos da Liven”, contou Stark.


A busca da Liven tem sido sim por negócios autossustentáveis, que geram lucram. Porém, primordialmente, essas startups devem ter impacto social e endereçar alguns problemas enfrentados atualmente pela nossa sociedade.


“Nós realmente acreditamos que unir tecnologia e empreendedorismo seja o melhor caminho contribuir com uma sociedade melhor, finalizou Eduardo Donato.

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