• Murillo Motta

MPV startup: o caminho que te levará do sonho à realidade

Atualizado: Out 3

MVP Startup. Você sabe o que significa?



Se ao começar uma pesquisa sobre startup, você se deparar com a famosa sigla que mais se assemelha a uma incógnita, tenha a certeza de que está no caminho que levará sua empresa do sonho à realidade.

Sim, entendendo sobre MVP, você está a um passo da sua startup.


Assim como o escritor inglês Willian Shakespeare eternizou a união de Romeu e Julieta em sua tragédia, ao menos em nosso imaginário, já que ambos são sempre citados juntos, Eric Ries eternizou a união entre MVP e Startup. Querer separá-los seria uma tragédia.


Autor do livro Startup Enxuta, Eric Ries desenvolveu bem esse conceito na obra. Aliás, confira essa e outras dicas de leitura sobre startup em nosso blog.


E saiba que mesmo pequena, essa sigla de apenas três letras evitou que gigantes como Apple e Facebook gastassem horrores antes de se consolidar em seus segmentos.



MVP startup: o que é, afinal?


MVP é a sigla de Minimum Viable Product. Em português, Produto Minimamente Viável.


Na prática, esse conceito parte do princípio de que os produtos digitais devem ser desenvolvidos, inicialmente, apenas com as funcionalidades necessárias para atrair o interesse dos usuários.


Ou seja, nada de “emperequetar” seu produto antes de lançá-lo oficialmente. Até porque, isso pode te custar muito antes mesmo de você saber se o produto atende as necessidades de seu cliente.


Opa! Falamos uma frase-chave aqui, percebeu?


Vamos repetir, porque esse é o segredo do MVP: saber se o seu produto atende as necessidades do seu cliente. É isso.


Porque pensa, de nada adiantar investir fundos e mundos e lançar um produto lindo se ele não supre as necessidades reais do seu cliente.


Ou seja, na verdade, se o seu produto não atende o que o seu cliente precisa, ele não vai ter cliente! E sua startup está fadada ao insucesso. Entendeu por que separar MVP de startup pode ser uma tragédia?



MVP – A Origem


Esse subtítulo mais parece o título de um filme que vai fazer você entender como nasceu determinada história. E foi exatamente nisso que ele foi inspirado.


A ideia aqui é te explicar por que o MVP foi criado. Acredite, isso vai te ajudar a entender a importância de investir tempo nele.


O conceito de MVP se desenvolveu com Steve Blank, antes de avançar com Eric Ries.


Professor de universidades importantes como Stanford, Berkeley e NYU, Blank percebeu um padrão nas histórias de fracasso de empreendedores: havia uma grande empolgação ao se criar novos negócios (natural, né? Todos nos empolgamos com novidades), mas uma preocupação mínima em compreender o que o usuário queria.


Ou seja, todo o processo ocorria antes de ir ao mercado. Às vezes, até com um alto investimento.


Mas ao chegar ao mercado, o empreendedor percebia que os clientes não queriam aquilo.



Como reverter essa situação, então?


Bem, a resposta está no conceito de MVP. Criando um produto pequeno e de forma rápida para lançá-lo no mercado o quanto antes. E, aos poucos, aprimorar suas funcionalidades.


Essa evolução pode ocorrer de acordo com a forma com que as pessoas interagem com o seu produto.


Com isso, você terá:

  • Produtos lançados mais rapidamente;

  • Menos chances de desperdiçar seu dinheiro;

  • Mais decisões feitas com base na realidade (e não no que seria o ideal);

  • Maior probabilidade de aceitação (e sucesso) do seu produto.

Se você reparar bem, MVP mais se assemelha a um processo do que a um produto.


Independentemente disso, o que importa é que o seu produto seja simples em termos de funcionalidade, mas bem elaborado o suficiente para ser amado pelo seu público.



Exemplos práticos


Finalmente vamos aos exemplos práticos para finalizar esse artigo.


Se você mora em uma cidade que tem metrô, com certeza conhece, ao menos intuitivamente, um exemplo prático de MVP. Se não mora, talvez já tenha visto uma notícia sobre isso e vai entender bem sobre o que estamos falando.


Quando uma nova estação de metrô é inaugurada, antes de ser aberta ao público, que vai movimentá-la ao extremo e exigir que ela funcione perfeitamente, opera discretamente em período de testes.

Nesse ínterim entre o produto pronto e o lançamento oficial, os usuários poderão conhecer a estação e fazer viagens experimentais, tudo em uma escala reduzida e em horários mais curtos.


Você sabe, dificilmente o usuário tolera falhas. Mas se ele entende que é um período experimental, fica mais maleável.


Na prática, esse processo é bem semelhante ao MVP. Com base na opinião desses primeiros usuários, é que serão feitos os ajustes.


duLocal


Há mais de um ano na ativa, a duLocal é uma plataforma que conecta pequenos produtores com cozinheiras de periferias para oferecer aos consumidores finais marmitas preparadas com alimentos orgânicos a baixo custo.


O conceito proposto foi validado em São Carlos, pela Liven. Diversas perguntas tiveram que ser respondidas para verificar a viabilidade de colocar em prática o sonho da equipe da duLocal.


Era possível pegar o alimento direto do produtor e mandar para as cozinheiras prepararem? Considerando a realidade de uma periferia, as cozinheiras conseguiriam executar os pratos em suas casas de maneira adequada garantindo qualidade?


Com as primeiras respostas positivas, o trabalho de investigação prosseguiu: quantos pratos uma cozinheira conseguiria fazer por dia? Quais materiais teriam que ser fornecidos para essa cozinheira conseguir executá-los da melhor forma possível? Onde ela perdia mais tempo?


Na prática, percebeu-se que as cozinheiras perdiam muito tempo com o empratamento, então ali estava um ponto a ser ajustado.


As primeiras vendas foram feitas pelo Whatsapp para validar quantos pratos uma cozinheira conseguia fazer após os ajustes, como seria a dinâmica com os produtores, entender a sazonalidade da produção orgânica, enfim, havia muitas variáveis a se considerar no teste.



Versão tech


Entender o conceito de liderar o produto junto aos usuários e testá-lo é fundamental até chegar o momento de fazer a primeira versão tech, ou seja, agregar tecnologia depois de um conceito já trabalhado.


De forma resumida, o conceito precisa estar validado para receber um investimento.


Se você tem dúvida sobre como desenvolver o seu MVP e validar o seu produto para, finalmente, criar a sua startup, a Liven pode te ajudar. Acesse nosso site e entre em contato com a gente.

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